Estudiosos destacam de que as dificuldades comportamentais e emocionais da criança influenciam no processo ensino-aprendizagem gerando problemas de comportamento. Estas dificuldades podem se expressar tanto de forma internalizada, por meio de ansiedade, depressão, retraimento e sentimentos de inferioridade, quanto externalizada, por meio de comportamentos e atitudes que geram conflitos com o ambiente e, geralmente, são marcados por características de desafio, impulsividade, agressão e hiperatividade. Esta realidade é vivenciada diariamente em nossa instituição. Por isso também a importância de uma ação multidisciplinar com capacitação contínua dos cuidadores para lidar com essas situações.

Por estes motivos, nossa Metodologia baseada na Sociologia da Infância busca sempre atender as necessidades da criança com um atendimento individualizado, levando-se em conta todo seu histórico. Depois ter acesso à realidade da criança, baseado nela, traçamos um plano de ação e desenvolvemos o PIA – Plano Individual de Atendimento, que o sistema judiciário tem acesso, para que acompanhe o desenvolvimento da criança na instituição.

Plano de Ação com a criança:

Baseado na realidade de cada criança, é elaborado um plano de ação individualizado, sempre levando em conta o seu contexto emocional e social. Depois de elaborado, socializa-se com os cuidadores para que cada um desempenhe o seu papel dentro de todo contexto.

Atendimento à criança: diário
Método Utilizado: Sociologia da Infância

 

A criança que é retirada de seu seio familiar e é acolhida institucionalmente apresenta uma realidade diferente das demais que não enfrentaram este problema. Em escutas qualificadas abordam temas que, para elas, são situações normais – como ver o pai “roubando um carro”, mas achando que ele é mágico, ou responderem a pergunta: “o que você quer ser quando crescer? – Traficante, pois ele tem a melhor casa e todos o respeitam.”
A ressignificação de sua realidade precisa ser trabalhada diariamente e, neste contexto, a Sociologia da Infância contribui para que esta criança tenha um novo olhar sobre si mesma e sobre os que a cercam.
Este modelo baseado numa concepção interacionista implica considerar a criança “como sujeito social, que participa de sua própria socialização, assim como da reprodução e da transformação da sociedade”. (Mollo-Bouvier, 2005:393).

Capacitação Cuidadores:

Temas abordados:
– A criança enquanto sujeito de direito;
– As fases da infância;
– Processo ensino-aprendizagem nas tarefas diárias;
– Identificação de dificuldades;
– Alinhamento de linguagem;
– Estudo de casos.
* Novos temas poderão surgir de acordo com as demandas e perfil das crianças acolhidas, visto que há rotatividade
Buscamos sempre proporcionar às crianças o domínio de novas habilidades, mudanças comportamentais, prevenção à violência, melhor rendimento e participação escolar e inclusão social.
• Acompanhar a criança à escola;
• Auxiliar a criança nas atividades escolares;
• Realizar reunião com professores, coordenação e secretaria da escola;
• Participar de reuniões promovidas pela escola;

As crianças acolhidas pelo histórico vivido, apresentam demandas que necessitam da visão e intervenção multidisciplinar. Entre elas é comum o baixo rendimento escolar, falta de estímulos, falta de autoestima, bem com desenvolvimento cognitivo incompatível com a idade. De acordo com levantamento de informações realizados na Casa de Acolhimento Semente Viva, tendo como base crianças acolhidas nesta instituição, 70% das crianças com idade escolar que aqui chegaram, não estavam alfabetizadas.

Equipe treinada e capacitada

Muito mais que formação, diplomas e capacitações, (embora isso seja uma exigência nossa), quem integra nossa EQUIPE precisa ter um olhar diferenciado e muito AFETO, pois acreditamos que ele é uma ferramenta importante para criar vínculo com as crianças e permitir que elas tenham suas histórias ressignificadas por meio de nosso trabalho.

Temos uma EQUIPE TÉCNICA responsável por todos os procedimentos, atendimento e relatórios técnicos e temos uma EQUIPE FUNCIONAL, responsável pela rotina das crianças.

Participamos ativamente de grupos de estudos, seminários, encontros com temas relacionados à nossa causa e também promovemos capacitações internas para alinhamento de atividades.